Blog de Aluísio Barros


28/03/2008


Ojos Malignos

Se você estiver por aí e ouvir ou ler algum cartaz anunciando que esta menina está por perto, perca, não, viu!!! Marina de La Riva: mistura o melhor da música brasileira com ritmos cubanos. É filha de cubano com brasileira. Estréia sob as bênçãos de Chico Buarque (eles fazem dueto em “Ojos malignos”) e do guitarrista Davi Moraes. Quizás, quizás, quizás.

Escrito por Aluisio Barros às 10h27
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Ana Cañas

Uma graça. Belíssima. Revelação da MPB de 2007, Ana canta em seu álbum de estréia Amor e Caos, além de canções próprias, outras de Caetano Veloso e Jorge Mautner e regravações de Bob Dylan. Onde vejo tudo isto? Na Tevê. Lorena Calábria, nas sextas-feiras, antes de cair na gandaia. Novo, hein!

Escrito por Aluisio Barros às 10h24
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Nelson. Sempre!

Nada é mais antigo que o passado recente... Nélson Rodrigues.

Escrito por Aluisio Barros às 10h22
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A teus pés

 

Reaparecia abruptamente

como se nada tivesse acontecido

abria as cortinas com palpites

turbilhão de novidades

antena das últimas

tendências

força de leão

escancarava a porta preta

vento  remoinho

gargalhada no ar

meio  dia.

                      Ana Cristina C.

Escrito por Aluisio Barros às 10h18
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Caprichos & Relaxos

Mesmo

na idade

de virar

eu mesmo

 

ainda

confundo

felicidade

com este

nervosismo.

                      Leminski

Escrito por Aluisio Barros às 10h14
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23/02/2008


Mamma África.

Querendo novidades literárias? Que tal a literatura africana de Mia Couto? Comece por Terra Sonâmbula, considerado como um dos melhores livros africanos do Século XX, leia Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra ou pelo ótimo O Outro Pé da Sereia. Você vai se sentir mais do que pensa. Mia Couto nasceu em Beira, Moçambique. É professor, biólogo e escritor. E está traduzido em diversas línguas.

Escrito por Aluisio Barros às 16h21
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18/02/2008


Um poeminha qualquer

Amigos morrem,
as ruas morrem,
as casas morrem.

Os homens se amparam em retratos.
Ou no coraçao dos outros homens.



ferreira gullar

Escrito por Aluisio Barros às 10h52
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27/01/2008


O Essencial Existe, Mãezinha?

1. Cai o Pano. E a ficha, também. Se não o freqüentavam, por que choravam pelo Cine Pax? Leiam (e comprem livros, pois sim!), antes que as livrarias se transformem em magazines.

2. Vendilhões. Antigamente (Eu sou de Antigamente, Mãezinha!), janeiro era o mês em que se cultuava o samba. Entretanto... os telões de Mossoró também se mudaram para Tibau e as bandas, que apenas mudam de nome, mas tocam a mesma dança, se esbaldaram e fortaleceram ainda mais os bolsos dos comerciantes do setor. Por lá, a mesmice imperou. Nada de Roberta Sá, nem Maria Rita, nem Marisa Monte, nem Luciana Melo...

3. Capital da Cultura. Por não ser verdadeiro que toda a Mossoró se muda para Tibau, os setores de turismo e cultura da Prefeitura de Mossoró bem que poderiam elaborar programas alternativos para os que ficam na cidade durante todo o mês de janeiro (e também fevereiro, vez que os veranistas só costumam retornar após o cessar do último batuque dos blocos de ursos). Poderiam ser programas do tipo: festivais de música e de teatro amador, apresentação dos espetáculos que receberam fomento da PMM, semana do teatro infantil, festivais de bebidas e comidas, corridas disso e daquilo, caminhadas e paradas etc etc etc. Afinal, Tibau é Tibau. Aqui, é que recolhemos os impostos. E votamos!

4. Minha Campanha. Seja inteligente: boicote o Big Brother Brasil 8. A vida aqui fora pode ser mais interessante.

5. Eles Já Boicotaram. Ante-sala do Oscar, a cerimônia de entrega dos prêmios Globo de Ouro, que deveria ter acontecido no dia 13 de janeiro, em Los Angeles – E.U.A, foi cancelada. O motivo se deve à greve convocada pelo maior sindicato dos roteiristas nos Estados Unidos (o Writers Guild of America, cuja sigla é WGA), que se estende há mais de dois meses. Os atores de um dos sindicatos - o Screen Actors Guild, SGA - anunciou o boicote a cerimônia em solidariedade aos roteiristas. Os roteiristas, que iniciaram a greve no dia 5 de novembro, pedem, principalmente, maior participação na comercialização de produtos gerados com seu trabalho pela internet, telefone e outros suportes. Até agora, não houve acordo.

6. Chique de Doer! Ela lembra, sim, Billie Holliday, Ella Fitzgerald... mas a cantora Madeleine Peyroux, que nasceu no estado americano da Geórgia, mas viveu também no sul da Califórnia, morou em Nova Iorque e cantou durante seis anos pelas ruas de Paris, possui estilo próprio quando interpreta as canções que ela mesma escreveu. Escuta com atenção Careless Love, que chegou a ser incluída na trilha sonora da novela global Belíssima. Os seus últimos álbuns são Careless Love e Half the Perfect World. Madeleine é um encanto.

7. Mamma África. Querendo novidades literárias? Que tal a literatura africana de Mia Couto? Comece por Terra Sonâmbula, considerado como um dos melhores livros africanos do Século XX, ou pelo ótimo O Outro Pé da Sereia. Você vai se sentir mais do que pensa. Mia Couto nasceu em Beira, Moçambique. É professor, biólogo e escritor. E está traduzido em diversas línguas.

8. Dispersos I. Os moços não sabem que os velhos existem. /Os velhos sabem de tudo, /E têm pena. Caio Fernando Abreu in O Essencial da Década de 1980.

9. Dispersos II. Chuva fininha, /desenhos que escorregam na vidraça. //- De quem será este rosto /que me penetra /e vasculha-me /à procura do que penso perdido?

10. Desaforismos: “Escrever: Escrever é transgredir os códigos. Escrever paralisa os hipócritas. Escrever é a vingança do mais fraco. Escrever equivale a um lento suicídio. É o ato mais próximo do suicídio. Quero disciplinar-me a escrever com uma raiva fria.” Franklin Jorge.

Escrito por Aluisio Barros às 21h43
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09/12/2006


1. Minhas lágrimas I. Domingo, 5/11. Turista americano empurra mendigo britânico no rio Sena. O incidente aconteceu às 17h GMT de sábado em um cais perto do Museu de Orsay, num bairro chique da capital francesa. Vixe, Maria! Aqui, na Terra de Santa Luzia, uma Lua belíssima sujava-se todinha no rio.

2. Minhas Lágrimas II. Há tempos em que tudo se ofusca dentro de mim. Até mesmo a chegada de borboletas vindas de Paris. Cê sabe, ao Anjo, raios e trovões também metem medo!

3. GMT. Greennwich Mean Time. Menino, é o Meridiano de Greenwich. Fica na Inglaterra. Contabiliza o fuso horário: para a esquerda é negativo, para a direita é positivo. Como? Agora é um tal de UTC no lugar de GMT? Sei não, meu Anjo. Mas juro que vou procurar na Wikipedia. É o que há!

Escrito por Aluisio Barros às 19h28
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4. Ave, Rosa! Atendendo convite da Faculdade de Letras e Artes, o professor e poeta Raimundo Leontino (UERN - doutor em literatura comparada) proferiu conferência, no dia 22, no Auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes, por ocasião da Sessão Comemorativa dos 50 Anos de Corpo de Baile, a obra fundadora da literatura de Guimarães Rosa. Nos Encontros de Novembro que a FALA promoveu nos dias 22, 23 e 24.

Escrito por Aluisio Barros às 19h26
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5. Cunningham. Depois de As Horas (Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep) surge mais um filme (DVD) inspirado em uma obra literária do escritor norte-americano Michael Cunningham: Uma Casa no Fim do Mundo. A história de Joanathan, Bobby e Clare, vértices de um triângulo em desequilíbrio, é-nos contada, agora, pelo estreante Michael Mayer, encenador da Broadway. O filme é ótimo. Os livros de Cunningham, seguindo a seqüência, devem ser ainda melhores.

Escrito por Aluisio Barros às 19h20
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6. Betha, Bethânia! Ela tem produzido como poucos, desde que trocou as gravadoras multinacionais pela Biscoito Fino, essencialmente voltada para a música popular brasileira. Dois novos discos prometem abastecer os seus fidelíssimos, nestes dias finais do ano: Pirata, viagem pelo universo folclórico e afetivo das águas dos rios do interior do Brasil, e Mar de Sophia, onde a poesia lusitana de Sophia de Mello Breyner vai pontuando as narrativas que a voz de Bethânia desfia. Maresia? Tem. Muita. Mas é uma coisa que ainda não sei contar direito, pois os correios – nossa maravilha de até uns tempos atrás, teima em nos deixar assim, assim, de vez em quando esquinando para ver se há algo à vista. Aí, a tarde se alonga.

Escrito por Aluisio Barros às 19h13
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7. As flores chegaram! Que flores? Nos EUA os democratas voltam ao poder. Após 12 anos.  Um tema para esquentar os tamborins e aumentar a vontade de rede armada nos alpendres de Tibau.

8. Incha lá I. Dos 27 governadores eleitos, nove, segundo levantamento feito pelo Portal UOL, considerando os dados fornecidos pelos próprios ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formam o seleto “Clube do Milhão”. O Partido Popular Socialista (PPS), com origens no velho Partido Comunista do Brasil (PCB) tem os governadores mais ricos do Brasil. E viva os humanistas!

9. Incha lá II. João Santana, 53, o marqueteiro presidencial, que é baiano e jornalista de formação, refletindo sobre o seu ofício atual: “O que fazem o marketing e a propaganda política? Um exercício de persuasão, usando instrumentos legítimos. E a democracia é isso: o choque de elementos de persuasão”. Tá explicado!

10. Sabedoria do Barão. Depois dos trinta, o que vale é o charme da maturidade. Acrescentemos: educação e refinamento nos diferem dos bobinhos de 20 e poucos.

Escrito por Aluisio Barros às 18h57
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12/11/2006


Cê sabe que rolam pedras!

1. Tu, onça tu. O cheiro de alfazema vai tomando conta de toda a casa. Não há mais descanso: Caê, pariu! Gravado com três jovens músicos, Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, é um álbum de pop-rock, mas não é só isso: tem também um quê, um não sei lá, sei como (a veia que cria, o verbo que se faz, cornucópia, mucosas) que é puro Caetano! Entendeu? Nem é preciso, meu bem. Ponha a brasa pra rodar! Na quinta avenida, digo audição, os seus ouvidos acostumar-se-ão com o som do novo disco de Caetano. E você vai amá-lo como das outras vezes. E é capaz de se perguntar por que não aconteceu antes desta noite que não se mostra.

2. Eu, jacaré eu. Caetano demonstra o fôlego dos garotos: são 12 músicas novas. A direção é de Pedro Sá e Moreno Veloso (este é filho biológico, o outro é “filho” na acepção familiar, alguém que está muito – muito! – perto). Pedro (guitarra), Ricardo (baixo e piano rhodes) e Marcelo (bateria), além de Caetano no violão, tocam todas as músicas do disco. Caetano pensa em levar esta mesma formação para o palco. O som é ótimo e Caetano continua exercitando a sua capacidade de nos hipnotizar com o seu canto poético-sexual-intimista-psicodélico. E de festa! No sentido de não ser algo triste, melancólico.

3. Ai de ti. Caetano ensina: “Não se trata, porém, de um disco de rock como os que ouço e me interessam: as músicas são minhas, minha voz continua a mesma, meus cabelos estão mais brancos do que pretos, menos cacheados e sempre mais curtos do que quando os tinha longuíssimos - ou mais longos do que quando decidi usá-los curtos”. Você entende! Curta O Herói. É Caetano repetindo velhas perfeitas performances. Crash.

4. Essa é pra tocar no rádio. Todo o mundo gosta de fazer sucesso. E a mim me traz felicidade poder fazer o que agrada a muita gente, ver que muitas pessoas me ficam gratas e gostando de mim”, alerta Caetano.

5. Você. Nós Dois. “Não me arrependo” é canção para se gostar logo de início. Vai estar na sua, na minha, na nossa rádio. Uma ode a Paulinha Lavigne? Pois, pois, meu bem! O eu-lírico é livre e finge tanto quanto é possível... até esquecer que finge. E vive. Por acaso, é autobiográfica, sim! Mas de qual passado?

Escrito por Aluisio Barros às 19h26
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A Outra Banda

6. Lindo mais do que eu. “não, nada irá nesse mundo/ apagar o desenho que temos aqui/ nem o maior dos seus erros/ meus erros, remorsos, o farão sumir”.

7. Roça, Camões, roça! Três versos: “Estou-me a vir/ e tu como é que te tens por dentro?/ por que não te vens também?”. Na tua ou na minha?

8. Caetano & Chico. Caetano não estará sozinho: Chico Buarque também está a acontecer com o seu disco Carioca, lançado desde maio, após um tempo de oito anos, período em que se dedicou à carreira literária. A propósito: desde 1993, quando Caetano lançou Tropicália 2, ao lado de Gilberto Gil, e Chico Buarque Paratodos, que não se via os dois, lado a lado nas prateleiras, com discos recheados de canções inéditas.

9. Qual Caetano? Nos anos 70, a chegada do “disco do Chico” e do “disco do Caetano” provocava frenesi entre os fãs. Eles representavam as principais vertentes da Música Popular Brasileira. Eu só sinto inveja dos orgasmos múltiplos.

10. Uroboro. “Eu sigo aqui e sempre em frente, deixando minha errática marca de serpente”. Vai encarar? “Meu coração não se cansa de ter esperança/ de um dia ser tudo que quer”.

Escrito por Aluisio Barros às 19h19
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