
Se você estiver por aí e ouvir ou ler algum cartaz anunciando que esta menina está por perto, perca, não, viu!!! Marina de

Se você estiver por aí e ouvir ou ler algum cartaz anunciando que esta menina está por perto, perca, não, viu!!! Marina de

Uma graça. Belíssima. Revelação da MPB de 2007, Ana canta em seu álbum de estréia Amor e Caos, além de canções próprias, outras de Caetano Veloso e Jorge Mautner e regravações de Bob Dylan. Onde vejo tudo isto? Na Tevê. Lorena Calábria, nas sextas-feiras, antes de cair na gandaia. Novo, hein!

Nada é mais antigo que o passado recente... Nélson Rodrigues.

Reaparecia abruptamente
como se nada tivesse acontecido
abria as cortinas com palpites
turbilhão de novidades
antena das últimas
tendências
força de leão
escancarava a porta preta
vento remoinho
gargalhada no ar
meio dia.
Ana Cristina C.

Mesmo
na idade
de virar
eu mesmo
ainda
confundo
felicidade
com este
nervosismo.
Leminski

Mamma África.
Querendo novidades literárias? Que tal a literatura africana de Mia Couto? Comece por Terra Sonâmbula, considerado como um dos melhores livros africanos do Século XX, leia Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra ou pelo ótimo O Outro Pé da Sereia. Você vai se sentir mais do que pensa. Mia Couto nasceu em Beira, Moçambique. É professor, biólogo e escritor. E está traduzido em diversas línguas.
Amigos morrem,
as ruas morrem,
as casas morrem.
Os homens se amparam em retratos.
Ou no coraçao dos outros homens.
ferreira gullar
1. Cai o Pano. E a ficha, também. Se não o freqüentavam, por que choravam pelo Cine Pax? Leiam (e comprem livros, pois sim!), antes que as livrarias se transformem em magazines.
2. Vendilhões. Antigamente (Eu sou de Antigamente, Mãezinha!), janeiro era o mês em que se cultuava o samba. Entretanto... os telões de Mossoró também se mudaram para Tibau e as bandas, que apenas mudam de nome, mas tocam a mesma dança, se esbaldaram e fortaleceram ainda mais os bolsos dos comerciantes do setor. Por lá, a mesmice imperou. Nada de Roberta Sá, nem Maria Rita, nem Marisa Monte, nem Luciana Melo...
3. Capital da Cultura. Por não ser verdadeiro que toda a Mossoró se muda para Tibau, os setores de turismo e cultura da Prefeitura de Mossoró bem que poderiam elaborar programas alternativos para os que ficam na cidade durante todo o mês de janeiro (e também fevereiro, vez que os veranistas só costumam retornar após o cessar do último batuque dos blocos de ursos). Poderiam ser programas do tipo: festivais de música e de teatro amador, apresentação dos espetáculos que receberam fomento da PMM, semana do teatro infantil, festivais de bebidas e comidas, corridas disso e daquilo, caminhadas e paradas etc etc etc. Afinal, Tibau é Tibau. Aqui, é que recolhemos os impostos. E votamos!
4. Minha Campanha. Seja inteligente: boicote o Big Brother Brasil 8. A vida aqui fora pode ser mais interessante.
5. Eles Já Boicotaram. Ante-sala do Oscar, a cerimônia de entrega dos prêmios Globo de Ouro, que deveria ter acontecido no dia 13 de janeiro,
6. Chique de Doer! Ela lembra, sim, Billie Holliday, Ella Fitzgerald... mas a cantora Madeleine Peyroux, que nasceu no estado americano da Geórgia, mas viveu também no sul da Califórnia, morou
7. Mamma África. Querendo novidades literárias? Que tal a literatura africana de Mia Couto? Comece por Terra Sonâmbula, considerado como um dos melhores livros africanos do Século XX, ou pelo ótimo O Outro Pé da Sereia. Você vai se sentir mais do que pensa. Mia Couto nasceu em Beira, Moçambique. É professor, biólogo e escritor. E está traduzido em diversas línguas.
8. Dispersos I. Os moços não sabem que os velhos existem. /Os velhos sabem de tudo, /E têm pena. Caio Fernando Abreu in O Essencial da Década de 1980.
9. Dispersos II. Chuva fininha, /desenhos que escorregam na vidraça. //- De quem será este rosto /que me penetra /e vasculha-me /à procura do que penso perdido?

1. Minhas lágrimas I. Domingo, 5/11. Turista americano empurra mendigo britânico no rio Sena. O incidente aconteceu às 17h GMT de sábado em um cais perto do Museu de Orsay, num bairro chique da capital francesa. Vixe, Maria! Aqui, na Terra de Santa Luzia, uma Lua belíssima sujava-se todinha no rio.
2. Minhas Lágrimas II. Há tempos em que tudo se ofusca dentro de mim. Até mesmo a chegada de borboletas vindas de Paris. Cê sabe, ao Anjo, raios e trovões também metem medo!
3. GMT. Greennwich Mean Time. Menino, é o Meridiano de Greenwich. Fica na Inglaterra. Contabiliza o fuso horário: para a esquerda é negativo, para a direita é positivo. Como? Agora é um tal de UTC no lugar de GMT? Sei não, meu Anjo. Mas juro que vou procurar na Wikipedia. É o que há!

4. Ave, Rosa! Atendendo convite da Faculdade de Letras e Artes, o professor e poeta Raimundo Leontino (UERN - doutor em literatura comparada) proferiu conferência, no dia 22, no Auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes, por ocasião da Sessão Comemorativa dos 50 Anos de Corpo de Baile, a obra fundadora da literatura de Guimarães Rosa. Nos Encontros de Novembro que a FALA promoveu nos dias 22, 23 e 24.

5. Cunningham. Depois de As Horas (Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep) surge mais um filme (DVD) inspirado em uma obra literária do escritor norte-americano Michael Cunningham: Uma Casa no Fim do Mundo. A história de Joanathan, Bobby e Clare, vértices de um triângulo em desequilíbrio, é-nos contada, agora, pelo estreante Michael Mayer, encenador da Broadway. O filme é ótimo. Os livros de Cunningham, seguindo a seqüência, devem ser ainda melhores.

6. Betha, Bethânia! Ela tem produzido como poucos, desde que trocou as gravadoras multinacionais pela Biscoito Fino, essencialmente voltada para a música popular brasileira. Dois novos discos prometem abastecer os seus fidelíssimos, nestes dias finais do ano: Pirata, viagem pelo universo folclórico e afetivo das águas dos rios do interior do Brasil, e Mar de Sophia, onde a poesia lusitana de Sophia de Mello Breyner vai pontuando as narrativas que a voz de Bethânia desfia. Maresia? Tem. Muita. Mas é uma coisa que ainda não sei contar direito, pois os correios – nossa maravilha de até uns tempos atrás, teima em nos deixar assim, assim, de vez em quando esquinando para ver se há algo à vista. Aí, a tarde se alonga.
7. As flores chegaram! Que flores? Nos EUA os democratas voltam ao poder. Após 12 anos. Um tema para esquentar os tamborins e aumentar a vontade de rede armada nos alpendres de Tibau.
8. Incha lá I. Dos 27 governadores eleitos, nove, segundo levantamento feito pelo Portal UOL, considerando os dados fornecidos pelos próprios ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formam o seleto “Clube do Milhão”. O Partido Popular Socialista (PPS), com origens no velho Partido Comunista do Brasil (PCB) tem os governadores mais ricos do Brasil. E viva os humanistas!
9. Incha lá II. João Santana, 53, o marqueteiro presidencial, que é baiano e jornalista de formação, refletindo sobre o seu ofício atual: “O que fazem o marketing e a propaganda política? Um exercício de persuasão, usando instrumentos legítimos. E a democracia é isso: o choque de elementos de persuasão”. Tá explicado!
10. Sabedoria do Barão. Depois dos trinta, o que vale é o charme da maturidade. Acrescentemos: educação e refinamento nos diferem dos bobinhos de 20 e poucos.
1. Tu, onça tu. O cheiro de alfazema vai tomando conta de toda a casa. Não há mais descanso: Caê, pariu! Gravado com três jovens músicos, Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, Cê é um álbum de pop-rock, mas não é só isso: tem também um quê, um não sei lá, sei como (a veia que cria, o verbo que se faz, cornucópia, mucosas) que é puro Caetano! Entendeu? Nem é preciso, meu bem. Ponha a brasa pra rodar! Na quinta avenida, digo audição, os seus ouvidos acostumar-se-ão com o som do novo disco de Caetano. E você vai amá-lo como das outras vezes. E é capaz de se perguntar por que não aconteceu antes desta noite que não se mostra.
2. Eu, jacaré eu. Caetano demonstra o fôlego dos garotos: são 12 músicas novas. A direção é de Pedro Sá e Moreno Veloso (este é filho biológico, o outro é “filho” na acepção familiar, alguém que está muito – muito! – perto). Pedro (guitarra), Ricardo (baixo e piano rhodes) e Marcelo (bateria), além de Caetano no violão, tocam todas as músicas do disco. Caetano pensa em levar esta mesma formação para o palco. O som é ótimo e Caetano continua exercitando a sua capacidade de nos hipnotizar com o seu canto poético-sexual-intimista-psicodélico. E de festa! No sentido de não ser algo triste, melancólico.
3. Ai de ti. Caetano ensina: “Não se trata, porém, de um disco de rock como os que ouço e me interessam: as músicas são minhas, minha voz continua a mesma, meus cabelos estão mais brancos do que pretos, menos cacheados e sempre mais curtos do que quando os tinha longuíssimos - ou mais longos do que quando decidi usá-los curtos”. Você entende! Curta O Herói. É Caetano repetindo velhas perfeitas performances. Crash.
4. Essa é pra tocar no rádio. “Todo o mundo gosta de fazer sucesso. E a mim me traz felicidade poder fazer o que agrada a muita gente, ver que muitas pessoas me ficam gratas e gostando de mim”, alerta Caetano.
5. Você. Nós Dois. “Não me arrependo” é canção para se gostar logo de início. Vai estar na sua, na minha, na nossa rádio. Uma ode a Paulinha Lavigne? Pois, pois, meu bem! O eu-lírico é livre e finge tanto quanto é possível... até esquecer que finge. E vive. Por acaso, é autobiográfica, sim! Mas de qual passado?
6. Lindo mais do que eu. “não, nada irá nesse mundo/ apagar o desenho que temos aqui/ nem o maior dos seus erros/ meus erros, remorsos, o farão sumir”.
7. Roça, Camões, roça! Três versos: “Estou-me a vir/ e tu como é que te tens por dentro?/ por que não te vens também?”. Na tua ou na minha?
8. Caetano & Chico. Caetano não estará sozinho: Chico Buarque também está a acontecer com o seu disco Carioca, lançado desde maio, após um tempo de oito anos, período em que se dedicou à carreira literária. A propósito: desde 1993, quando Caetano lançou Tropicália 2, ao lado de Gilberto Gil, e Chico Buarque Paratodos, que não se via os dois, lado a lado nas prateleiras, com discos recheados de canções inéditas.
9. Qual Caetano? Nos anos
10. Uroboro. “Eu sigo aqui e sempre em frente, deixando minha errática marca de serpente”. Vai encarar? “Meu coração não se cansa de ter esperança/ de um dia ser tudo que quer”.


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